Erasmo Carlos – Não te Quero Santa

“Indicação” nº 7 do dia:

Não Te Quero Santa

Sei que meus braços

São pedaços de uma manta

Quando eu te abraço

Mas eu não te quero santa

Não tem jeito, nem adianta

Não te quero num retrato

Pendurado em qualquer quarto

Pois eu não te quero santa

Não te quero presa

Na imagem da procissão

Levada por mãos acesas

Que caminham em cordão

Não te quero submissa

As promessas e as missas

E da feira até o leito

Eu te quero e te aceito como és

Minha filha, minha mãe

Minha irmã, minha mulher

Minha filha, minha mãe

Minha irmã, minha mulher

Não te quero santa

Não te quero santa

Erasmo Carlos – Mulher Moda

“Indicação” nº 6 do dia:

Mulher Moda

Cada vez mais, muito mais
Vestida de santa ou despedida
A purpurina dessa vida
A fera mais mansa que a selva já viu

A fêmea mais linda de todo o Brasil
Gosto da forma do seu peito
Da sua pele, do seu jeito
Pose atrevida de rainha

Eu mudo de time e torço pro seu
Se o corpo em cima do seu for o meu
Desejo é a febre de um beijo
Nos braços da sua manhã
Hã, hã, hã, hã, hãããããããã

Doce menina dos meus olhos
Do seu batom eu quero a boca
Gosto de mel, caiu do céu
O acorde perfeito da minha canção

A musa escolhida da minha estação
Bela morena, grande, pequena
Todos os sonhos de mulher
Esse pecado, quem não quer

Meu lado poeta já sabe por quê
Que nas minhas noites a lua é você
Os astros não mentem jamais
E juram que o amor que você faz
Ninguém mais faz, faz, faz, fazzzzzzz

Erasmo Carlos – Me Acende com teu Fogo

“Indicação” nº 3 do dia:

Me Acende Com Teu Fogo

Me acende com teu beijo
Me queima com teu fogo
E mesmo que eu ponha um ovo
Sei que estou falando sério

Me toca com teu corpo
Acende o meu desejo

O meu amor é tanto
Que eu quero ser enterrado com você do lado

Me quebra num abraço
Aquece o meu sorriso
Pois é disso que eu preciso
Pra não deixar você jamais

Me prende no teu peito
Me queima com teu fogo

O meu amor é tanto
Que eu quero ser enterrado com você do lado

Erasmo Carlos – Matando a Miséria a pau

“Indicação” nº 2 do dia:

Matando A Miséria A Pau

Matando a miséria a pau
Pecando em ter nascido num rincão tão mau
Veio pra cidade em busca de conforto
Mas só vai ter descanso depois de morto.
( deixa cair)

Rezando pra nascer de novo
Vivendo da migalha que arrancou do povo
Quer gritar não pode, vive na calçada
Quer chorar um pouco e nào sai mais nada

Mas quando deus olhar pra mim
Minha fome vai ter fim…