Frenéticas – Infelizmente

“Indicação” nº 5 do dia:

Infelizmente

Eu tenho inveja
Das mocinhas da avenida
De ombros largos
E elegância nos quadris
Roupa lavada
Casa, luz e até comida
Tudo de graça
Oh! Que gente tão feliz

Infelizmente
Eu trabalho muito

Conheço um cabra
Que tem sorte até comendo
Freqüenta o China
Bem ali na rua Sete
Um dia desses
Vejam só!
Caso estupendo
Achou um relógio
Na barriga de um croquete

Infelizmente
Eu almoço em casa

Eu quando vejo
Um baile de alta sociedade
Lindas casacas
Toilletes formidáveis
De terno usado
Dou uma volta na cidade
Tomo uma média
Com esses níqueis miseráveis

Infelizmente
Sou da classe média

Me apresentam
Uma menina espevitada
Que bebe, fuma
E dança o fox-trot blue
Finjo que entendo
E afinal
Não entendo nada
(injuriado)
Cabisbaixo
Jururu

Infelizmente
Já passei da idade

No teno babadô
Que temperô, que temperô

Frenéticas – Cantoras do Rádio

“Indicação” nº 8 do dia:

Cantoras do Rádio

Nós somos as cantoras do rádio
Levamos a vida a cantar
De noite embalamos teu sono
De manhã nós vamos te acordar
Nós somos as cantoras do rádio
Nossas canções cruzando o espaço azul
Vão reunindo num grande abraço
Corações de norte a sul

Canto pelos espaços afora
Vou semeando cantigas
Dando alegria a quem chora
Bum, bum, bum…
Canto, pois sei que a minha canção
Vai dissipar a tristeza
Que mora no teu coração

Canto para te ver mais contente
Pois a ventura dos outros
É a alegria da gente
Bum, bum, bum…
Canto e sou feliz só assim
Agora peço que cantes
Um pouquinho para mim

Frenéticas – Babo…Seiras

“Indicação” nº 6 do dia:

Babo…seiras

Vou cantar a noite inteira
Rancheira, rancheira
Vou dançar pela fonética
Estética, frenética
Eu pra cá
Você pra lá
Tra la la la la la
Eu pra cá
Você pra lá
Tra la la la la la

Rancheira é dança
Hoje da moda
Dos chás dançantes
De alta roda
Pra cantar me sinto mal
O esforço é sobrenatural
Rancheira é uma espécie de mazurka
Mais velha que o Morro da Urca
Me faz lembrar o meu avô
Nos tempos de noivado ao lado de vovó
Oh! Vovô cantar a noite inteira…

Rancheira o nome está dizendo
É rã que cheira a noite inteira
Faz a gente até suar
Nos faz pular pra lá e pra cá
No tempo em que não havia samba
Meu pai dançou na corda bamba
Por isso viva a tal rancheira
Viva o meu avô, marido de vovó
Oh! Vovó!

Caetano Veloso – Hino do Carnaval Brasileiro

“Indicação” nº 29 do dia:

Hino do Carnaval Brasileiro

Salve a morena
Da cor morena do brasil fagueiro
Salve o pandeiro
Que desce o morro para fazer a marcação
São, são, são, são quinhentas mil morenas
Louras, cor de laranja cem mil
Salve, salve meu carnaval Brasil

Salve a lourinha
Dos olhos verdes cor das nossas matas
Salve a mulata
Cor do café, a nossa grande produção
São, são, são, são quinhentas mil morenas
Louras, cor de laranja cem mil
Salve, salve meu carnaval Brasil